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7 de dezembro de 2012

Princípios Éticos Permanentes do Antigo Concerto

Acredito que esse tema, é algo de estrema importância nos dias de hoje, pois devido a tantas invenções “gospels”, o povo de Deus, deixou de entender o que ainda devemos guardar das leis do antigo concerto, e o que devemos deixar.
Para tornar as coisas mais claras, sempre lembre-se de que: todas as leis morais, dadas aos israelitas para cumprirem, permanecem até hoje para praticarmos; todas as leis ritualísticas, dada aos israelitas, para observarem e cumprirem, Jesus já ofereceu por nós, ao morrer na cruz, como o sumo sacerdote eterno.

OBS: Caso haja alguma dúvida, leia o livro de Hebreus, onde explica detalhadamente sobre esse assunto (leis ritualísticas…).

1. Dignidade da vida humana
O direito à vida é garantido (Êx 20.13).

2. Dignidade da mulher
Apesar do papel submisso da mulher na sociedade, a lei lhe conferia direitos fundamentais (Êx 21.7-10).

3. Dignidade pessoal
A ninguém era facultado o direito de maltratar, explorar ou oprimir o seu próximo, pois à fraternidade era o ideal da lei divina (Lv 19.13-17).

4. Castigo proporcional à falta cometida
(O castigo imputado ao réu não podia ser excessivo, para que este não viesse a se sentir aviltado (Dt 25.1-5).

5. Propriedade e herança
A lei garantia o direito à propriedade, e a transmissão desta como herança aos descendentes legais (Lv 25; Êx 20.15; Êx 21.33-36; 22.1-15).

6. Trabalho
Todos tinham direito de receber justa remuneração pelo trabalho executado (Lv 19.13).

7. Proteção aos desamparados
Havia provisão necessária para se assistir o órfão, a viúva, o estrangeiro e o que havia caído na miséria (Lv 19.10; 23.22).

8. Descanso
Todos deviam observar, semanalmente, um dia de repouso (Êx 23.12).
[Nesse caso, para nós, ficou o domingo, para termos mais tempo para a família, e cultuarmos a Deus na congregação, com todos os irmãos. O que devemos lembrar, é que TODOS os dias tem que ser consagrados à Deus].

9. Ecologia
Os recursos naturais eram protegidos, sendo designada à terra um descanso específico (Êx 23.12).

10. A família e o matrimônio
Os mandamentos, como um todo, protegiam os vínculos familiares, e mantinham inviolável o recesso do matrimônio (Êx 20.12,14; Dt 5.8; 20.10-22).

Conforme se pode ver, tais princípios continuam a vigorar na dispensação da graça. As culturas influenciadas pela tradição hebraico-cristã refletem em suas leis os mesmos princípios. O valor, respeito e respaldo oriundos desse embasamento religioso-jurídico vem preservando a raça adâmica da anarquia e da degenerescência. Os princípios bíblicos nascidos da natureza moral e imutável de Deus, são a melhor garantia para se ter uma sociedade estável, segura e eticamente responsável.

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

6 de dezembro de 2012

Os Assírios

 

Os assírios ocuparam a parte Norte do atual Iraque (a terra entre os rios Tigre e Eufrates) durante a maior parte do período coberto pelo AT. Os montes e as planícies desta fértil terra contrastam com o deserto que se encontra a oeste e com as pedregosas montanhas ao Norte e a Leste. Por isso, os assírios constantemente tiveram que defender seus país dos invasores.

 Os Assírios

História

Os assírios eram, em sua maioria, um povo semítico (grupo a que pertenciam os israelitas); seu idioma era muito semelhante ao babilônico. Também usavam o sistema de escrita cuneiforme, feita com sinais em forma de cunha, que representavam sons ou sílabas e eram escritos em tabletes de barro com uma espécie de punção (depois chamado “ponteiro”).
As listas reais mostram que os assírios já estavam em sua terra por volta do ano 2300 a.C., e a arqueologia assinala que Nínive foi fundada em cerca de 4000 a.C. Por volta do ano 1100 a.C., a Assíria já havia se tornado um potência do Oriente. Logo depois, passou por um tempo de decadência, mas a partir de 900 a.C. teve uma série de reis de grande poder, os quais lançaram as bases do poderoso Império Assírio.

Vida e Arte

Com o império veio também a riqueza. As histórias narradas na Bíblia e em outros documentos, mais as cenas de batalhas que decoravam as paredes dos palácios assírios, dão a impressão de que eram um povo cruel e guerreiro. Porém a vida assíria não se limitava somente à guerra.
Os reis construíam grandes palácios e templos nas cidades mais importantes (Nínive, Assur e Calá). As paredes estavam revestidas com placas de pedras talhadas em baixo relevo. Tais placas mostravam o rei durante a caça, o tratamento com seus vassalos ou a adoração aos seus deuses, e também narravam suas vitórias. O mobiliário dos palácios era ricamente decorado com painéis de marfim talhado ou gravado. O rei, com a rainha ao seu lado, descansava em um sofá e bebia em taças douradas.

Bibliotecas

Milhares de tabletes de barro eram guardados nas bibliotecas dos palácios. Muitos deles continham assuntos diplomáticos e administrativos, outros detalhavam determinado reinado. Há também documentos legais, dicionários e listas de palavras. A literatura assíria inclui grandes épicos de história primitiva e lendas (entre elas as famosas histórias do dilúvio e da criação), e outras histórias dos deuses.

Religião

Assur, o deus nacional da Assíria, era considerado o rei dos deuses. Cria-se que ele e os outros deuses (deus da lua, deus do sol, deus do clima, deusa do amor e da guerra, etc.) controlavam todas as coisas. Cada cidade tinham um templo principal onde se adorava o deus da cidade (deus patrono). No dia especial do deus e nas grandes festividades, as pessoas se aglomeravam para ver as procissões, onde se exibiam as estátuas do deus.
Levavam muito a sério o mundo espiritual. Usavam amuletos para afugentar os espíritos malignos e os demônios, os quais causavam problemas e provocavam enfermidades. Consultavam adivinhos e astrólogos para conhecer o futuro. Ofereciam oferendas aos mortos. Sem dúvida, a religião assíria não previa nenhuma esperança de vida depois da morte.

Assíria e Israel

Os assírios entram na história bíblica na época dos últimos reis de Israel (séc. VIII a.C), quando Isaías (o profeta) estava fazendo-se conhecer no reino de Judá. Até este tempo, ano 840 a.C., a Assíria havia considerado Israel como estado vassalo. O obelisco de pedra negra que documenta as vitórias de Salmanasar III, mostra Jeú, rei de Israel, rendendo tributo (cf. 2Rs 9 9 – 10).
Em 745 a.C., Tiglate Pileser III ascende ao trono da Assíria. Invadiu Israel e forçou o rei Menaém a renovar o pagamento do tributo (2Rs 15.17-23). Anos mais tarde, o rei assírio voltou a invadir Israel, capturou terras e cidades e exilou muitas pessoas. (Para evitar problemas posteriores, os assírios tinham por hábito mandar ao exílio os conquistados e os estabeleciam em outro país.)
Oséias, rei de Israel, resistiu aos assírios. Foi derrotado, mas logo se revoltou. Nesta ocasião, o rei assírio Samaneser V sitiou e capturou Samaria, a capital de Israel. Toda a população foi enviada ao exílio; Samaria foi reprovada com pessoas de outros povos no ano 721 a.C. (2Rs 17; 18.9-12). Sargão II, sucessor de Salmaneser, declara haver exilado como prisioneiros a”… 27.290 de seus habitantes junto com seus carros… e os deuses nos quais confiavam.”

Assíria e Judá

O reino de Judá tornou-se vassalo assírio ao pedir proteção contra o ataque de Israel e Síria (2Rs 16.1-9). Assim, quando o rei Ezequias buscou a independência de Judá, sua ação levou o exército assírio até Judá. O rei assírio sitiou e capturou Laquis e enviou um grande exército contra Jerusalém. Ezequias, por conselho do profeta Isaías, não rendeu, e os assírios tiveram que retroceder (2Rs 18.1-8 19.37).
Judá permaneceu leal à Assíria até que o império foi derrotado pelos babilônicos, que capturavam Nínive, a capital assíria, no ano 612 a.C (cf. Dn 5).

© Fonte: Bíblia de Estudo Almeida

26 de outubro de 2012

O Temor do Senhor

Versículo Tema:

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, vosso Deus para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir; para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu e teu filho, e o filho do teu filho, todos os dias da tua vida: e que teus dias sejam prolongados” (Deuteronômio 6.1-2).

O Temor do Senhor

Um mandamento frenquente ao povo de deus do AT é “temer a Deus” ou “temer ao Senhor”. É importante que saibamos o que esse mandamento significa para nós como crentes. Somente à medida que verdadeiramente temermos ao Senhor é que seremos libertos da escravidão de todas as formas de temores anormais e satânicas.

O SIGNIFICADO DO TEMOR DE DEUS

O mandamento geral de “temer ao Senhor” inclui uma variedade de aspectos do relacionamento entre o crente e Deus.

1. É fundamental no temor de Deus, reconhecer sua santidade, justiça e retidão como complemento do seu amor e misericórdia, i.e., conhecê-lo e compreender completamente quem Ele é (cf. Pv 2.5). Esse temor baseia-se no reconhecimento que Deus é um Deus santo, cuja natureza inerente o leva a condenar o pecado.

2. Temer ao Senhor é considerá-lo com santo temor e reverência e honrá-lo como Deus, por causa da sua excelsa glória, santidade, majestade e poder. Quando, por exemplo, os israelitas no monte Sinai viram Deus manifestar-se através de “trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte” o povo inteiro “estremeceu” (Êx 19.16) e implorou a Moisés que este falasse, ao invés de Deus (Êx 20.18,19; Dt 5.22-27). Além disso, o salmista, na sua reflexão a respeito do Criador, declara explicitamente: “Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu” (Sl 33.8,9).

3. O verdadeiro temor de Deus leva o crente a crer e confiar exclusivamente nEle para a salvação. Por exemplo: depois que os israelitas atravessaram o mar Vermelho como em terra seca e viram a extrema destruição do exército egípcio, “temeu o povo ao SENHOR e creu no SENHOR”. Semelhantemente, o salmista conclama a todos os que temem ao Senhor: “confiai no SENHOR; ele é o vosso auxílio e vosso escudo” (Sl 115.11). Noutras palavras, o temor ao Senhor produz no povo de Deus esperança e confiança nEle. Não é de admirar, pois, que tais pessoas se salvem (Sl 85.9) e desfrutem do amor perdoador de Deus, e da sua misericórdia (Lc 1.50; cf. Sl 103.11; 130.4).

4. Finalmente, temer a Deus significa reconhecer que Ele é um Deus que se ira contra o pecado e que tem poder para castigar quem transgride suas justas leis, tanto no tempo como na eternidade (cf. Sl 76.7,8).
Quando Adão e Eva pecaram no jardim do Éden, tiveram medo e procuraram esconder-se da presença de Deus (Gn 3.8-10). Moisés experimentou esse aspecto e do temor de Deus quando passou quarenta dias e quarenta noites em oração, intercedendo pelos israelitas transgressores: “temi por causa da ira de do furor com que o SENHOR tanto estava irado contra vós, para vos destruir (Dt 9.19).

RAZÕES PARA TERMOS TEMOR DE DEUS

As razões para temer o Senhor vêm do significado do temor do Senhor.

1. Devemos temê-lo por causa do seu grande poder como o Criador de todas as coisas e de todas as pessoas (Sl 33.6-9; 96.4,5; Jo 1.9).

2. Além disso, o poder inspirador de santo temor que Ele exerce sobre os elementos da criação e sobre nós é motivo de temê-lo (Êx 20.18-20; Ec 3.14; Jn 1.11-16; Mc 4.39-41).

3. Quando nós nos apercebemos da santidade do nosso Deus, i.e., sua separação do pecado, e sua aversão constante a ele, a resposta normal do espírito humano é temê-lo (Ap 15.4).

4. Todos quantos contemplarem o esplendor da glória de Deus não podem deixar de experimentar reverente temor (Mt 17.18).

5. As bênçãos contínuas que recebemos da parte de Deus, especialmente o perdão dos nossos pecados (Sl 130.4), devem nos levar a temê-lo e amá-lo (1 Sm 12.24; Sl 34.9; 67.7; Jr 5.24).

6. É indubitável que o fato de Deus ser um Deus de justiça, que julgará a totalidade da raça humana, gera o temor a Ele (17.12,13; Is 59.18,19; Ml 3.5; Hb 10.26-31). É uma verdade solene e santa que Deus constantemente observa e avalia as nossas ações, tanto as boas quanto as más, e que seremos responsabilizados por essas ações, tanto agora como no dia do nosso julgamento individual.

CONOTAÇÕES PESSOAS LIGADAS AO TEMOR DE DEUS

O temor de Deus é muito mais do que uma doutrina bíblica; ele é diretamente aplicável à nossa vida diária, de um numerosas maneiras.

1. Primeiramente, se realmente tememos ao Senhor, temos uma vida de obediência aos seus mandamentos e damos sempre um “não” estridente ao pecado. Uma das razões por que Deus inspirou o temor nos israelitas no monte Sinai foi para que aprendessem a desviar-se do pecado e a obedecer à sua lei (Êx 20.20). Repetidas vezes no seu discurso final aos israelitas, Moisés mostrou o relacionamento entre o temor ao Senhor e o serviço e a obediência a Ele (e.g., 5.29; 6.2,24; 10.12; 13.4; 17.19; 31.12). Segundo os salmistas, temer ao Senhor equivale a deleitar-se nos seus mandamentos (Sl 112.1) e seguir os seus preceitos (Sl 119.63). Salomão ensinou que “pelo temor do SENHOR, os homens se desviam do mal (Pv 16.6; cf. 8.13). Em Eclesiastes, o dever inteiro da raça humana resume-se em dois breves imperativos: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos” (Ec 12.13). Inversamente, aquele que se contenta em viver na iniquidade, assim faz porque “não há o temor de Deus perante os seus olhos” (Sl 36.1-4).

2. Um corolário importante da conotação supra é que o crente deve ensinar seus filhos a temer ao Senhor, levando-os a abominar o pecado e a guardar os santos mandamentos de Deus (4.10; 6.1,2,6-9). A Bíblia declara frequentemente que “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Sl 111.10; cf. Jó 28.28; Pv 1.7; 9.10). Visto que um alvo básico na educação de nossos filhos é que vivam segundo os princípios da sabedoria estabelecidos por Deus (Pv 1.1-6), ensinar esses filhos a temeram ao Senhor é um primeiro passo decisivo.

3. O temor de Deus tem um efeito santificante sobre o povo de Deus. Assim como há um efeito santificante na verdade da Palavra de Deus (Jo 17.17), assim também há um efeito santificante no temor a Deus. Esse temor inspira-nos a evitar o pecado e desviar-nos do mal (Pv 3.7; 8.13; 16.6). Ele nos leva a ser cuidadosos e comedidos no que falamos (Pv 10.19; Ec 5.2,6,7). Ele nos protege do colapso da nossa consciência, bem como a nossa firmeza moral. O temor do Senhor é puro e purificador (Sl 19.9); é santo e libertador no seu efeito.

4. O temor do Senhor motiva o povo de Deus a adorá-lo de todo o seu ser. Se realmente tememos a Deus, nós o adoramos e o glorificamos como o Senhor de tudo (Sl 22.23). Igualmente, no final da história, quando um anjo da esfera celestial proclama o evangelho eterno e conclama a todos na terra a temerem a Deus, acrescenta prontamente: “e dai-lhe glória… E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14.6,7).

5. Deus promete que recompensará a todos que o temem. “O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, e honra, e vida” (Pv 22.4). Outras recompensas prometidas são a proteção a morte (Pv 14.26,27), provisões para nossas necessidades diárias (Sl 34.9; 111.5), e uma vida longa (Pv 10.27). Aqueles que temem ao Senhor sabem que “bem sucede aos que temem a Deus”, não importando o que aconteça no mundo ao redor (Ec 8.12,13).

6. Finalmente, o temor ao Senhor confere segurança e consolo espiritual indizíveis para o povo de Deus. O NT vincula diretamente o temor de Deus ao conforto do Espírito Santo (At 9.31). Por um lado, quem não teme ao Senhor não tem qualquer consciência da sua presença, graça e proteção; por outro lado, os que temem a Deus e guardam os mandamentos dEle têm experiência profunda de proteção espiritual na sua vida, e da unção do Espírito Santo. Têm certeza de que Deus vai “livrar a sua alma da morte” (Sl 33.18,19).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

24 de outubro de 2012

O Antigo Egito

O Antigo Egito 
Hoje em dia, muitos conhecem o antigo Egito apenas pelas suas pirâmides, a esfinge, a escrita hieroglífica e os tesouros de seus governantes.

O Nilo

Sem o Nilo, o Egito teria sido apenas um árido deserto. Casa ano, esse rio transborda e, ao voltar ao seu leito normal, deixa atrás uma fértil capa de barro preto. Nestas franjas férteis pode crescer grande variedade de grãos. Em ambos os lado dessa faixa verde se estende o deserto.

História

O Egito é uma das civilizações mais antigas. O ser humano habita o vale Nilo desde a Idade da Pedra. A história escrita do Egito e de suas famílias reais (os “Faraós”) data de antes do ano 3000 a.C. Antes da época de Abrão, poderosos faraós haviam conquistado até as regiões ao sul do Sudão.
Em algum momento entre 1700 e 1650 a.C., o Egito foi invadido por um grande grupo de estrangeiros. Muitos deles eram semitas (gente de raça e língua similares às dos patriarcas israelitas). Logo conquistaram o Egito.
Desde a sua capital, ao nordeste do delta do Nilo, os governantes semitas (chamados “hicsos) controlavam um império que abrangia a maioria do território egípcio e toda a Palestina. Alguns estudiosos dizem que foi um desses governantes que protegeu José (cf. Gn 41 – 50).
Próximo do ano 1550 a.C., o Império Hicso foi derrotado. Amosis I fundou uma nova dinastia de Faraós. Seu império expandiu-se, alcançando sua máxima extensão nos reinados de Tutmosis III e Ramssés II. Um considerável número de intérpretes crê que o Faraó do êxodo foi Ramassés II (cf. Êx 5 – 14).

Fabricantes de Tijolos

Para construir suas cidades reais, os Faraós precisavam de tijolos. Para fazê-los, os homens escavavam argila e a misturavam com palha. Com essa mistura enchiam moldes de madeira e os colocavam ao sol para que a mistura secasse e endurecesse (cf. Êx  5.7-19). Esse mesmo método ainda é empregado em alguns países.

Escrita

A idéia de escrita, inventada na Babilônia entre 3500 e 3000 a.C chegou rapidamente ao Egito. Os sacerdotes egípcios logo inventaram seu próprio sistema de expressar idéias por meios de desenhos (“hieróglifos”). Muito do que sabemos do Antigo Egito provém dos hieróglifos encontrados em edifícios e monumentos, e de livros, cartas e crônicas escritos em um estilo manuscrito abreviado, chamado “hierático”.

Vestimenta

As vestimentas egípcias era de linho. Os homens usavam saias; as mulheres, vestidos retos com alças nos ombros. Os ricos vestiam linho fino plissado, em geral branco, mas também coloridos. Quando se vestiam para ocasiões especiais usavam pesadas perucas e jóias (anéis, braceletes, colares e fitas para a cabeça). Mantinham sua pele suave com azeite, usavam maquiagem preta para os olhos e perfumes.

Hábeis Artesãos

O rei e sua corte empregavam muitos artesãos hábeis, pintores, escultores, ourives e prateiros. Como os egípcios acreditavam que a vida após a morte era muito similar à vida presente, enchiam os túmulos com objetos familiares do defunto e com pinturas que produziam cenas da vida cotidiana.

Os deuses Egípcios

Os antigos egípcios tinham muitos deuses: deuses que governavam os fenômenos naturais, deuses da verdade, da justiça, da sabedoria, etc. O rei do mundo do além túmulo (o mundo dos mortos) era Osíris, que tinha as chaves da vida depois da morte. O Faraó era o intermediário entre os deuses e as pessoas. Nos templos, os sacerdotes serviam aos deuses como se fossem reis humanos. As pessoas comuns só viam as imagens das grandes divindades nos dias festivos, quando elas saíam em procissão.

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Fonte: Bíblia de Estudo Almeida
Copyright © 1999 Sociedade Bíblia do Brasil
Todos os direitos reservados
Texto bíblico:
Tradução de João Ferreira de Almeida
Revista e Atualizada – 2a. edição
Copyright © 1993 Sociedade Bíblica do Brasil

23 de outubro de 2012

O Arrebatamento da Igreja

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram com Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, o que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16,17).

O Arrebatamento da Igreja

O termo “arrebatamento” deriva da palavra raptus em latim, que significa “arrebatado rapidamente e com força” em 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1 Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo.

1. Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em Cristo” (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11 – 20.3). A ressurreição de Ap 204 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT.

2. Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortes em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1 Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.52).

3. Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (4.17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e céu.

4. Estarão literalmente unidos em Cristo (4.16,17), levados à casa do Pai, no céu, e reunidos aos queridos que tinham morrido (4.13-18).

5. Estarão livres de todas as aflições (2 Co 5.2,4; Fp 3.21). de toda a perseguição e opressão, de todo domínio do pecado e da morte (1 Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da “ira futura”, ou seja: da grande tribulação.

6. A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos “sempre com o Senhor” (4.17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (4.17,18; 5.10).

7. Paulo emprega o pronome “nós” em 4.17 por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos tessalonicenses essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (cf. Rm 13.11; 1 Co 15.51,52; Ap 22.12,20).

8. Quem está na igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a Cristo, será deixado aqui, no arrebatamento. Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata, sujeitos à ira de Deus.

9. Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre todos os ímpios. Seguir-se-á a segunda fase da vinda de Cristo, quando, então, Ele irá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra.

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

12 de outubro de 2012

O Vinho nos Tempos do Antigo Testamento

Números 6.3 “de vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá.”

Vinho nos Tempos do Antigo Testamento


PALAVRAS HEBRAICAS PARA “VINHO”

De um modo geral, há duas palavras hebraicas traduzidas por “vinho” na Bíblia.

1. A primeira palavra, a mais comum, é yayin, um termo genérico usado 141 vezes no AT para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado (ver Ne 5.18, que fala de “todo o vinho [yayin]” = todos os tipos).
(a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de sucos de uva fermentado aparecem em vários trechos do AT, notadamente Pv 23.29-35 (ver a próxima seção).
(b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida. Isaías profetiza: “já o pisador não pisará as uvas [yayin] acabasse os lagares” )Is 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: “fiz que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo” (Jr 40.10,12). Outra evidência que yayin, às vezes, refere-se ao suco não-fermentado da uva temos em Lamentações, onde o autor descreve os nenês de colo clamando às m~es, pedindo seu alimento normal de “trigo e vinho” (Lm 2.12). O fato do suco de uva não-fermentado poder ser chamado “vinho” tem o respaldo em vários eruditos. A Enciclopédia Judaica (1901) declara: “O vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat [vinho de tonel] (Sanh, 70a)”. Além disso, a Enciclopédia Judaica (1971) declara que o termo yayin era usado para designar o suco de uva em diferentes etapas, inclusive “o vinho recém-espremido antes da fermentação.” O Talmude Babilônico atribui ao rabino Hiyya uma declaração a respeito de “vinho [yayin] de lagar” (Baba Bathra, 97a). E em Halakot Gedalot, consta: “Pode-se espremer uma cacho de uvas, posto que o suco da uva é considerado vinho [yayin] em conexão com as leis do nazireado” (citado por Louis Ginzberg no Almanaque Judaico Americano, 1923, pp. 408,409). Para um exame de oinos, o termo equivalente no grego do NT, à palavra hebraica yayin.

2. A outra palavra hebraica traduzida por “vinho” é tirosh, que significa “vinho novo” ou “vinho da vindima”. Tirosh ocorre 38 vezes no AT; nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Is 65.8), ou suco doce de uvas recém-colhidas (Dt 11.14; Pv 3.10; Jl 2.24). Brown, Driver, Briggs (Léxico Hebraico-Inglês do Velho Testamento) declaram que tirosh significa “mosto, vinho fresco ou novo”. A Enciclopédia Judaica (1901) diz que tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado”. Tirosh tem “bênção nele” (Is 65.8); o vinho fermentado, no entanto, “é escarnecedor” (Pv 20.1) e causa embriaguez (ver Pv 23.31).

3. Além dessas duas palavras “vinho”, há outra palavra hebraica que ocorre 23 vezes no AT, e frequentemente no mesmo contexto – shekar, geralmente traduzidas por “bebida forte” (e.g., 1 Sm 1.15; Nm 6.3). Certos estudiosos dizem que shekar, mais comumente, refere-se a bebida fermentada, talvez feita de suco de fruto de palmeira, de romã, de maça, ou de tâmara. A Enciclopédia Judaica (1901) sugere que quando yayin se distingue de shekar, aquele era um tipo de bebida fermentada diluída em água, ao passo que esta não era diluída. Ocasionalmente, shekar pode referir-se a um suco doce, não-fermentado, que satisfaz (Robert P. Teachou: “O Uso de Vinho no Velho Testamento”, dissertação de doutorado em Teologia, Seminário Teológico Dallas, 1997). Shekar relaciona-se com shakar, um verbo hebraico que pode significar “beber à vontade”, além de “embriagar”. Na maioria dos casos, saiba-se que quando yayin e shekar aparecem juntos, formam uma única figura de linguagem que se refere às bebidas embriagantes.

A POSIÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO SOBRE O VINHO FERMENTADO

Em vários lugares o AT condena o uso de yayin e shekar como bebidas fermentadas.

1. A Bíblia descreve os maus efeitos do vinho embriagante na história de Noé (Gn 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embriagante de uva e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e à tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã.
Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou em gravidez nas filhas de Ló (Gn 19.31-38).

2. Devido ao potencial das bebidas alcoólicas para corromper, Deus ordenou que todos os sacerdotes de Israel se abstivessem de vinho e doutras bebidas fermentadas, durante sua vida ministerial. Deus considerava a violação desse mandamento suficientemente grave para motivar a pena de morte para o sacerdote que a cometesse (Lv 10.9-11).

3. Deus também revelou a sua vontade a respeito do vinho e das bebidas fermentadas ao fazer da abstinência uma exigência para todos os que fizessem voto de nazireado (ver próxima seção).

4. Salomão, na sabedoria que Deus lhe deu, escreveu: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio” (Pv 20.1). As bebidas alcóolicas podem levar o usuário a zombar do padrão de justiça estabelecido por Deus e a perder o autocontrole no tocante ao pecado e à imoralidade.

5. Finalmente, a Bíblia declara de modo inequívoco que para evitar ais e pesares, e em lugar disso, fazer a vontade de Deus, os justos não devem admirar, nem desejar qualquer vinho fermentado que possa embriagar e viciar (Pv 23.29-25).

OS NAZIREUS E O VINHO

O elevado nível de vida separa e dedicada a Deus, dos nazireus, devia servir como exemplo a todo israelita que quisesse assim fazer (Nm 6.2). Deus deu aos nazireus instruções claras a respeito do uso do vinho.

1. Eles deviam abster-se “de vinho e de bebida forte” (6.3; Dt 14.26); nem sequer lhes era permitido comer ou beber qualquer produto feito de uvas, quer em forma líquida, quer em forma sólida. O mais provável é que Deus tenha dado esse mandamento como salvaguarda ante a tentação de tomar bebidas inebriantes e ante a possibilidade de um nazireu beber vinho alcoólico por engano (6.3,4). Deus não queria que uma pessoa totalmente dedicada a Ele se deparasse com a possibilidade de embriaguez ou de viciar-se (cf. Lv 10.8-11; Pv 31.4,5). Daí, o padrão mais alto posto diante do povo de Deus, no tocante às bebidas alcoólicas, era a abstinência total (6.3,4).

2. Beber álcool leva, frequentemente, a vários outros pecados (tais como a imoralidade sexual ou a criminalidade). Os nazireus não deviam comer nem beber nada que tivesse origem da videira, a fim de ensinar-lhes que deviam evitar o pecado e tudo que se assemelha-se ao pecado, que leva a ele, ou que tenta a pessoa a cometê-lo.

3. O padrão divino para os nazireus de total abstinência de vinho e de bebidas fermentadas, era rejeitado por muitos em Israel nos tempos de Amós. Esse profeta declarou que os ímpios “aos nazireus destes vinho a beber” (Am 2.12) O profeta Isaías declara por sua vez: “o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte, adam errados na visão e tropeçam no juízo. Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia; não há nenhum lugar limpo” (Is 28.7,8). Assim ocorreu, porque esses dirigentes recusaram o padrão da total abstinência estabelecido por Deus (Pv 31.4,5).

4. A marca essencial do nazireado – i.e., sua total consagração a Deus e aos seus padrões mais elevados – é um dever do crente em Cristo (cf. Rm 12.1; 2 Co 6.17; 7.1). A abstinência de tudo quanto possa levar a pessoa ao pecado, estimular o desejo por coisas prejudiciais, abrir o caminho à dependência de drogas ou do álcool, ou levar um irmão ou irmã a tropeçar, é tão necessário para o crente hoje quanto era para o nazireu dos tempos do AT (1 Ts 5.6; Tt 2.2).

© Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal

1 de outubro de 2012

O Dia da Expiação

Lv 16.32,33 “ E o sacerdote… fará a expiação… expiará o santo santuário; também expiará a tenda da congregação e o altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação.”

O Dia da Expiação

A NECESSIDADE DA EXPIAÇÃO

A palavra “expiação” (heb. kippurim, derivado de kaphar, que significa “cobrir”) comunica a ideia de cobrir o pecado mediante um “resgate”, do “resgate” em Êx 30.12; Nm 35.31; Sl 49.7; Is 43.3).

1. A necessidade da expiação surgiu do fato que os pecados de Israel (16.30), caso não fossem expiados, sujeitariam os israelitas à ira de Deus (cf. Rm 1.18. Cl 3.6; 1 Ts 2.16). Por conseguinte, o propósito do Dia da Expiação era prover um sacrifício de amplitude ilimitada, por todos os pecados que porventura não tivessem sido expiados pelos sacrifícios oferecidos no decurso do ano que findava. Dessa maneira, o povo seria purificado dos seus pecados do ano precedente, afastaria a ira de Deus contra ele e manteria a sua comunhão com Deus (16.30-34; Hb 9.1).

2. Porque Deus desejava salvas os israelitas, perdoar os seus pecados e reconciliá-los consigo mesmo, Ele proveu um meio de salvação ao aceitar a morte de um animal inocente em lugar deles (i.e., o animal que era sacrificado); esse animal levava sobre si a culpa e a penalidade deles (17.11; cf. Is 53.4,6,11) e cobria seus pecados com seu sangue derramado.

A CERIMÔNIA DO DIA DA EXPIAÇÃO

Levíticos 16 descreve o Dia da Expiação, o dia santo mais importante do ano judaico. Nesse dia, o sumo sacerdote, vestia as vestes sagradas, e de início preparava-se mediante um banho cerimonial com água. Em seguida, antes do ato da expiação pelos pecados do povo, tinha de oferecer um novilho pelos seus próprios pecados. A seguir, tomava dois bodes e, sobre eles, lançava sortes: um tornava-se o bode do sacrifício, e o outro tornava-se o bode expiatório (16.8). Sacrificava o primeiro bode, levava seu sangue, entrava no Lugar Santíssimo, para além do véu, e aspergia aquele sangue sobre o propiciatório, o qual cobria a arca contendo a lei divina que fora violada pelos israelitas, mas que agora estava coberta pelo sangue, e assim se fazia expiação pelos pecados da nação inteira (16.15,16). Como etapa final, o sacerdote tomava o bode vivo, impunha as mãos sobre a sua cabeça, confessava sobre ele todo os pecados dos israelitas e o enviava ao deserto, simbolizando isto que os pecados deles eram levados para fora do arraial para serem aniquilados no deserto (16.21,22).

1. O Dia da Expiação era uma assembléia solene; um dia em que o povo jejuava e se humilhava diante do Senhor (16..31). Esta contrição de Israel salientava a gravidade do pecado e o fato de que a obra divina da expiação era eficaz somente para aqueles de coração arrependido e com fé perseverante (cf. 23.27; Nm 15.30; 29.7).

2. O Dia da Expiação levava a efeito a expiação por todos os pecados e transgressões não expiados durante o ano anterior (16.16,21). Precisava ser repetido cada ano da mesma maneira.

CRISTO E O DIA DA EXPIAÇÃO

O Dia da Expiação está repleto de simbolismo que prenuncia a obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. No NT, o autor de Hebreus realça o cumprimento, no novo concerto, da tipologia do Dia da Expiação (ver Hb 9.6 – 10.18).

1. O fato de que os sacrifícios do AT tinham de ser repetidos anualmente indica que eles eram provisórios. Apontavam para um tempo futuro quando, então, Cristo viria para remover de modo permanente todo o pecado confessado (cf. Hb 9.28; 10.10-18).

2. Os dois bodes representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a purificação consumados por Cristo. O bode que era sacrificado representa a morte vicária e sacrificial de Cristo pelos pecadores, como remissão pelos seus pecados (Rm 3.24-26; H 9.11,12,24-26). O bode expiatório, conduzido para longe, levando os pecados da nação, tipifica o sacrifício de Cristo, que remove o pecado e a culpa de todos quantos se arrependem (Sl 103.12; Is 53.6,11,12; Jo 1.29; Hb 9.26).

3. Os sacrifícios no Dia da Expiação promoviam uma “cobertura” pelo pecado, e não a remoção do pecado. O sangue de Cristo derramado na cruz, no entanto, é a expiação plena e definitiva que Deus oferece à raça humana; expiação esta que remove o pecado de modo permanente (cf. Hb 10.4,10,11). Cristo como sacrifício perfeito (Hb 9.26; 10;5-10) pagou a inteira penalidade dos nossos pecados (Rm 3.25,26; 6.23; Gl 3.13; 2 Co 5.21) e levou a efeito o sacrifício expiador que afasta a ira de Deus, que nos reconcilia com Ele e que restaura nossa comunhão com Ele (Rm 5.6-11; 2 Co 5.18,19; 1 Pe 1.18,19; 1 Jo 2.2).

4. O Lugar Santíssimo onde o sumo sacerdote entrava com sangue, para fazer expiação representa o trono de Deus no céu . Cristo entrou nesse “Lugar Santíssimo” após sua morte e, com seu próprio sangue, fez expiação para o crente perante o trono de Deus (Êx 30.10; Hb 9.7,8,11,12,24-28).

5. Visto que os sacrifícios de animais tipificavam o sacrifício perfeito de Cristo pelo pecado e que se cumpriram no sacrifício de Cristo, e não há mais necessidade de sacrifícios de animais depois da morte de Cristo na cruz (Hb 9.12-18).

Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal

17 de setembro de 2012

OS SACRIFÍCIOS LEVÍTICOS

Sei que a maioria das pessoas que chegam no livro de Levítico, simplesmente começam achar a leitura um tanto cansativa (eu sei disso, porque já fui uma dessas pessoas), pois, a maioria das partes que compõem o livro é sobre diversos sacrifícios e ofertas que o povo deveria entregar a Deus. Então quando começamos a fazer a leitura, acabamos deixando escapar algumas revelações que o Senhor quer nos declarar, afim de que o livro não passe apenas a ser uma elaboração detalhada e exaustiva, mas sim uma revelação clara e compreensiva do que aquilo representava e o que isso representa hoje para nós.
Dessa forma, vamos estudar um pouco mais sobre os sacrifícios, seus elementos, o propósito e sua tipologia!

Sacrifcios Levticos

SACRIFÍCIO
ELEMENTOS
PROPÓSITO
TIPOLOGIA
Holocausto
(Lv 1; 6.-8-13; 8.18-21; 16.24)
Bode, carneiro, boi, pombinho (para os pobres); totalmente queimado, sem defeito Ato voluntário de adoração; expiação pelos pecados involuntários em geral; expressão de devoção; compromisso e completa entrega a Deus. Cristo, nosso sacrifício perfeito, que se entrega voluntariamente (Mt 27.35-36; Ef 5.2; Hb 7.26; 9.14; 1 Jo 2.6)
Oblação
(Lv 2; 6.14-23)
Grão, flor de farinha, azeite de oliveira, incenso, bolo assado, sal; sem fermento nem mel; acompanhava a oferta queimada (holocausto) e a oferta de comunhão. Ato voluntário de adoração; reconhecimento da bondade e das provisões de Deus; devoção a Deus Destaca-se aqui a perfeita humanidade de Cristo, ressalta-se a entrega de sua vida (1Jo 2.6)
Oferta de Paz
(Lv 3; 7.11-34)
Qualquer animal sem defeito tomado do rebanho; variedade de bolos Ato voluntário de adoração; ação de graças e comunhão (incluía uma comida de toda a comunidade) Cristo, mediante a cruz, restaurou a comunhão do crente com Deus. Ele é nossa paz; fez cessar as guerras
Oferta pelo pecado
(Lv 4.1 – 5.13; 6.4-30; 8.14-17; 16.13-22)
1. Para o sumo sacerdote e a congregação: um bezerro
2. Para os líderes um bode
3. Para qualquer pessoa do povo: uma cabra ou um cordeiro
4. Para os pobres: duas rolas ou dois pombinhos
5. Para os muitos pobres: a décima parte de um efa de flor de farinha
Para expiação de pecado específico e involuntário; confissão de pecado; perdão de pecado; limpeza da imundícia Cristo padeceu “fora da porta” (Hb 13.10-13)
Sacrifício de restituição
(Lv 5.14 – 16.7; 7.1-6)
Carneiro (somente) Para expiação de pecados involuntários que requeriam restituição; limpeza da imundícia; fazer restituição; acrescentar 20% Cristo, mediante seu sacrifício, pagou a culpa dos pecados atuais dos crentes (Rm 3.24-26; Gl 3.13; Hb 9.22)

Quando se apresentava mais de uma classe de oferta (como em Nm 7.16,17), em geral o procedimento era como se segue:
1. A oferta pelo pecado;
2. O holocausto;
3. A oferta de paz e a oblação (junto com uma oferta de libação).

Esta seqüencia dá sentido ao sistema de sacrifícios. Em primeiro lugar, devia-se resolver o problema do pecado (com a oferta pelo pecado). Em segundo lugar, o adorador se entregava plenamente a Deus (com o holocausto e a oblação). Em terceiro lugar, estabelecia-se a paz ou comunhão entre o Senhor, o sacerdote e o adorador.
© Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal

13 de setembro de 2012

As 7 Igrejas do Apocalipse: #Esmirna.


Segunda carta, à igreja de Esmirna. 
E o anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu; Eu sei as tuas obras, e tribulação, e *pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da *segunda morte. (Apocalipse 2:8-11).

Notas: *Pobreza: Pobreza significa "que não possui nada". A pobreza dos cristãos em Esmirna era geral, economicamente não tinham recursos, mas Jesus diz que eram ricos espiritualmente. Note o contraste com a igreja de Laodicéia, que tinha grandes riquezas materiais, mas espiritualmente era desgraçada, miserável e pobre (3.17; cf. Mt 6.20; 2 Co .10; Tg 2.5).
*Segunda morte: Trata-se do castigo eterno, o lago de fogo (cf. 20.6, 14; 211.8), do qual somente o vencedor fiel escapará.

Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal, Donald C. Stamps - Traduzida por João Ferreira de Almeida.

12 de setembro de 2012

As 7 Igrejas do Apocalipse: #Éfeso.


Meditando na leitura do livro Apocalipse, percebi a importância de escrever sobre as sete igrejas mencionadas nos primeiros capítulos, o que se aplica às nossas igrejas de hoje. Este estudo aborda cada um desses aspectos sob a forma de perguntas e respostas: O que é que Cristo aprova nas igrejas? Como Cristo recompensa as igrejas que perseveram e permanecem leais a Ele e à sua Palavra? O que é que Cristo reprova? Como Cristo castiga as igrejas?  O que a mensagem de Cristo revela concernente à tendência natural das igrejas à estagnação espiritual, declínio e apostasia? Como podem as igrejas evitar a decadência espiritual e o consequente julgamento por Cristo?
Postarei sobre uma igreja por dia já que se trata de um conteúdo extenso. Após os versículos que tratam da igreja em questão, estarão as notas que explicam acerca de assuntos em questão. Não deixe de ler, a revelação contida neste livro deve ser do conhecimento de todos!

A mensagem de Cristo a sete igrejas locais existentes no oeste da Ásia Menor é também para instrução, advertência e edificação dos crentes e igrejas da presente era. 

1. Primeira carta, à igreja de Éfeso: Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os *que dizem ser apóstolos e o não são tu e tu os achaste mentirosos; e sofreste e tens paciência, e e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que *deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e *tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Tens, porém isto: que *aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: *Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus. (Apocalipse 2:2-7).

Notas: *Que dizem ser apóstolos: Um dos principais cuidados de Jesus, ao dirigir sua mensagem final às sete igrejas, foi preveni-las da apostasia por tolerar falsos mestres, profetas ou apóstolos, que distorciam a Palavra de Deus ou enfraqueciam seu poder e autoridade nas igrejas. Cristo ordena que as igrejas testem todos os que alegam autoridade espiritual. Notem que Cristo censurou as igrejas de Pérgamo (vv. 14-16) e Tiatira (v. 20) por acolherem, ao invés de resistirem, os que eram desleais à verdade e padrões da Palavra de Deus.
*Deixaste a tua primeira caridade: Isto se refere ao primeiro e profundo amor e dedicação que os efésios tinham por Cristo e sua Palavra. Esta advertência nos ensina que conhecer a doutrina correta, obedecer a alguns dos mandamentos e ir aos cultos na igreja não bastam. A igreja precisa ter acima de tudo, amor sincero a Jesus Cristo e sua Palavra como um todo. O amor sincero a Cristo resulta em devoção sincera a Ele, em pureza de vida e em amor à verdade.
*Tirarei... o teu castiçal: Cristo rejeitará toda congregação ou igreja que não se arrepender de sua falta de amor e obediência ao Senhor Jesus Cristo, e a removerá do seu reino.
*Aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço: Os nicolaítas eram certamente adeptos do ensino de Balaão, e que a imoralidade sexual não afeta nossa salvação em Cristo. O NT declara o contrário: tais pessoas não herdarão o reino de Deus (1 Co 6.9,10).
*Ao que vencer: O vencedor é aquele que, mediante a graça de Deus recebida através da fé em Cristo, experimentou o novo nascimento e permanece constante na vitória sobre o pecado, o mundo e Satanás. Cercado de muita oposição e apostasia, o vencedor se recusa a conformar-se com o mundo e a impiedade dentro da igreja. Ele ouve e atende aquilo que o Espírito diz às igrejas, permanece fiel a Cristo até o fim e aceita somente o padrão de Deus para a vida cristã, revelando na sua santa Palavra. Nas igrejas de Deus, o vencedor, e somente o vencedor, comerá da árvore da vida, não sofrerá o dano da segunda morte, receberá o maná escondido e um novo nome no céu, terá autoridade sobre as nações, seu nome não será removido do livro da vida, será honrado por Cristo diante do Pai e dos anjos, permanecerá com Deus no seu templo, terá sobre si o nome de Deus, de Cristo e da Nova Jerusalém, e será para sempre filho de Deus. O segredo da sua vitória é a morte expiadora de Cristo, seu próprio testemunho fiel acerca de Jesus e a perseverança no amor a Cristo até à morte. No que, ou vencemos o pecado, o mundo e Satanás, ou somos por eles vencidos, acabando por sermos lançados no lago de fogo. Não há grupo neutro.

Fonte: Bíblia de Estudos Pentecostal, Donald C. Stamps - Traduzida por João Ferreira de Almeida.

11 de setembro de 2012

NOMES DE DEUS EM HEBRAICO E GREGO

 

nomes de Deus 

Hebraico

Nome

Combinação

Referências

El (Deus)
Gn 46.3
El Elyon (Deus Altíssimo)
El Shaddai (Deus Todo-poderoso)
El Olam (Deus Eterno)
Gn 14.22
Gn 17.1*
Gn 21.33
Elohim (Deus)   Gn 1.1
Adonai (Meu Senhor)   Js 5.14
Javé (O Senhor)
Êx 3.15
Javé Jirê (O Senhor Proverá)
Javé Nisi (O Senhor É Minha Bandeira)
Jeová Elohim (O Senhor é Deus)
Jeová Shalom (O Senhor é Paz)
Jeová Sebaot (O Senhor dos Exércitos)
Gn 22.14
Êx 17.15
Jz 5.3
Jz 6.24
1Sm 1.3


Grego

Théos (Deus)   Mt 1.23; Mt 6.30
Kyrios (Senhor)   Êx 20.11
Pater (Pai) Kyrios o Théos (Senhor Deus, na LXX) Mt 6.9; Jo 4.23

Os nomes e combinações de nomes são transliterações das palavras nos idiomas originais (foi incluído entre parênteses seu significado).

Fonte: Bíblia de Estudo Almeida

10 de setembro de 2012

Orações da Bíblia

Estava lendo a Bíblia hoje e achei super interessante um estudo sobre as personagens da Bíblia que oraram a Deus por “N” motivos. Destacamos como é importante seguirmos esse exemplo e nos dedicar mais e mais na oração, pois, da mesma forma que eles foram ouvidos, nós também somos.

oraes

Personagem Motivo Referências
Abraão por Ismael Gn 17.18-21
Abraão por Sodoma Gn 18.20-32
Abraão por Abimeleque Gn 20.10-17
Ana por um filho 1Sm 1.10-17
Asa pela vitória 2Cr 14.11
Centurião por seu escravo Mt 8.5-13
Coríntios por Paulo 2Co 1.9-11
Cornélio por entendimento At 10.1-33
Criminosos por salvação Lc 23.42-43
Cristãos por Pedro At 12.5-12
Daniel pelos judeus Dn 9.3-19
Daniel por conhecimento Dn 2.17-23
Davi por bênção 2Sm 7.18-29
Davi por ajuda 1Sm 23.10-13
Davi por direção 2Sm 2.1
Davi por justiça Sl 9.13-20
Davi bendizer a Deus 1Cr 29.10-20
Discípulos por fortaleza At 4.24-31
Exército pela vitória 2Cr 13.14
Elias por seca e por chuva Tg 5.17-18
Elias por ressurreição 1Rs 17.20-23
Elias pela vitória 1Rs 18.36-37
Eliseu por cegueira e por visão 2 Rs 6.17-23
Esdras confissão de pecados Ed 9.5-15
Ezequias por libertação 2Rs 19.15-19
Ezequias por cura 2Rs 20.1-11
Ezequias louvor a Deus Is 38.10-20
Ezequiel por pureza Ez 4.12-15
Gideão por uma prova Jz 6.36-40
Habacuque por libertação Hc 3.1-19
Habacuque por justiça Hc 1.1-4
Igreja de louvor Ap 5.9-14
Isaque por filhos Gn 25.21
Israelitas por libertação Êx 2.23-25; 3.7-10
Jabez por prosperidade 1Cr 4.10
Jacó por proteção Gn 32.9-12
Jeremias por Judá Jr 42.1-6
Jeremias por misericórdia Jr 14.7-10
Jeremias por entendimento Jr 32.16-25
Jesus Pai Nosso Mt 6.9-13
Jesus de louvor Mt 11.25-26
Jesus em gratidão; para que os outros creiam Jo 11.41-42
Jesus pela igreja Jo 17.1-26
Jesus por libertação Mt 26.39-44; 27.46
Jesus pelo perdão dos que o crucificavam Lc 23.34
Jesus em submissão Lc 23.46
Jesus de louvor Lc 10.21-22
Jeocaz pela vitória 2Rs 13.1-5
confissão e arrependimento Jó 42.1-6
Jonas por libertação Jn 2.1-10
Josafá por proteção 2Cr 20.512,27
Josué por ajuda e misericórdia Js 7.6-9
Judeus por segurança Ed 8.21,23
Leproso por cura Mt 8.2-3
Levitas louvor e confissão Ne 9.5-37
Manassés por libertação 2Cr 33.12-13
Manoá por direção Jz 13.8
Moisés pelo Faraó Êx 8.9-13
Moisés por água Êx 15.24-25
Moisés por Israel Nm 14.13-20
Moisés pelas tribos de Israel Dt 33.2-29
Moisés por Miriã Nm 12.11-14
Moisés pela Terra Prometida Dt 3.23-25
Moisés por um sucessor Nm 27.15-17
Neemias pelos judeus ne 1.4-11
Paulo por saúde (Pai de Público) At 28.8
Paulo pelos efésios Ef 3.14-21
Paulo por graça 2Cr 15.12-15
Paulo ação de graças Gn 25.22-23
Pedro pela ressurreição de Dorcas At 9.40
Publicano por misericórdia Lc 18.13
Povo de Judá por uma aliança 2Cr 15.12-15
Rebeca por entendimento Gn 25.22-23
Sacerdotes por bênção 2Cr 30.27
Salomão por sabedoria 1Rs 3.6-14
Salomão pelo Templo 1Rs 8.22-53
Samuel por Israel 1Sm 7.5-12
Sansão por água Jz 15.18-19
Sansão por força Jz 16.28-30
Servo de Abraão por direção Gn 24.12-52
Simeão ação de graças Lc 2.28-32
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal
Technorati Marcas:

6 de setembro de 2012

As nove eras e localizações principais do VT

Abaixo um breve resumo das nove eras e localizações principais do Velho Testamento:

1. Criação: A criação do mundo e do homem e os primeiros eventos.
2. Patriarcas: O nascimento do povo hebreu por meio de uma família de patriarcas, cobrindo um período de duzentos anos.
3. Êxodo: O êxodo do povo hebreu quando escapa de mais de quatrocentos anos de escravidão no Egito.
4. Conquista: A conquista da Terra Prometida pelo povo hebreu depois de seu retorno do Egito.
5. Juízes: Um período de quatrocentos anos durante os quais Israel é governado pelos juízes.
6. Reino: Outro período de quatrocentos anos durante os quais Israel se torna uma nação completa dominada por uma monarquia.
7. Exílio: Um período de setenta anos durante os quais os líderes de Israel vivem no exílio, com a nação tendo sido conquistada por países estrangeiros.
8. Retorno: O retorno dos judeus exilados para Jerusalém a fim de reconstruírem a cidade e o templo.
9. Silêncio: Um período final de quatrocentos anos entre o fechamento do Velho Testamento e a abertura do Novo Testamento.

1. Criação: (Gênesis 1:11)
Figura Principal: Adão.
Localização: O jardim do Éden, onde Adão é criado. Perto da convergência dos rios Tigre e Eufrates.
2. Patriarcas: (Gênesis 12-50)
Figura Principal: Abraão.
Localização: Abraão migra de Ur, perto do Éden, para Canaã, onde ele e os outros patriarcas vivem até a época da escravidão no Egito.
3. Êxodo: (Êxodo - Deuteronômio)
Figura Principal: Moisés.
Localização: Durante uma severa fome, os israelitas migram para o Egito e são escravizados por quatrocentos anos antes do êxodo para a liberdade.
4. Conquista: (Josué)
Figura Principal: Josué.
Localização: Josué lidera a conquista da terra prometida em Canaã.
5. Juízes: (Juízes - Rute)
Figura Principal: Sansão.
Localização: Os israelitas vivem em Canaã sob um sistema tribal pouco centralizado, dirigido por juízes, durante os próximos quatrocentos anos.
6. Reino: (1Samuel - 2Crônicas)
Figura Principal: Davi.
Localização: Com a formação de uma monarquia formal, a terra agora é chamada pelo nome nacional de Israel.
7. Exílio: (Ezequiel - Daniel)
Figura Principal: Daniel.
Localização: Por causa do julgamento por corrupção moral nacional, Israel é conquistada por nações estrangeiras, finalmente forçando seus líderes a setenta anos de exílio na Babilônia.
8. Retorno: (Esdras - Ester)
Figura Principal: Esdras.
Localização: Os israelitas exilados ganham a permissão de voltar a Jerusalém para reconstruir a cidade e o templo, mesmo permanecendo sob o domínio da Pérsia.
9. Silêncio: (Entre o Velho e o Novo Testamento)
Figura Principal: Fariseus.
Localização: Apesar de o domínio da terra mudar da Pérsia para a Grécia e Roma, Israel tem a permissão de "adorar" em Jerusalém sem problemas durante os próximos quatrocentos anos de "silêncio".

Fonte: Livro 30 Dias para Entender a Bíblia, Max Anders.

5 de setembro de 2012

A Lei do Antigo Testamento

“Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.” (Êxodo 20.1,2)


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Um dos aspectos mais importantes da experiência dos israelitas no monte Sinai foi o de receberem a lei de Deus através do seu líder, Moisés. A Lei Mosaica (hb. torah, que significa “ensino”), admite uma tríplice divisão:
(a) a lei moral, que trata das regras determinadas por Deus para um santo viver (Êx 20.1-17);
(b) a lei civil, que trata da vida jurídica e social de Israel como nação (Êx 21.1 – 23.33);
(c) a lei cerimonial, que trata da forma e do ritual da adoração ao Senhor por Israel, inclusive o sistema sacrificial (Êx 24.12 – 31.18).

Note os seguintes fatos no tocante à natureza e à função da lei no Antigo Testamento.

(1) A lei foi dada por Deus em virtude do concerto que Ele fez com o seu povo. Ele expunha as condições do concerto a que o povo devia obedecer por lealdade ao Senhor Deus, a quem eles pertenciam. Os israelitas aceitaram formalmente essas obrigações do concerto (Êx 24.1-8).

(2) A obediência de Israel à lei devia fundamentar-se na misericórdia redentora de Deus na sua liberdade do povo (Êx 19.4).

(3) A lei revelava a vontade de Deus quanto a conduta do seu povo (Êx 19.4-6; 201-17; 21.1 – 24.8) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com Deus (Êx 20.2). Antes, pela lei Deus ensinou ao seu povo como andar em retidão diante dEle como seu Redentor, e igualmente diante do seu próximo. Os israelitas deviam obedecer à lei mediante a graça de Deus a fim de perseverarem na fé e cultuarem também por fé, ao Senhor (Dt 28.1,2; 30.15-20).

(4) Tanto no AT quanto no NT, a total confiança em Deus e na sua Palavra (Gn 15.6), e o amor sincero a Ele (Dt 6.5), formaram o fundamento para a guarda dos seus mandamentos. Israel fracassou exatamente nesse ponto, pois constantemente aquele povo não fazia da fé em Deus, do amor para com Ele de todo o coração e do propósito de andar nos seus caminhos, o motivo de cumprirem a sua lei. Paulo declara que Israel não alcançou a justiça que a lei previa, porque “não foi pela fé” que a buscavam (Rm 9.32).
(5) A lei ressaltava a verdade eterna que a obediência a Deus, partindo de um coração cheio de amor levaria a uma vida feliz e rica de bênçãos da parte do Senhor (Dt 4.1,40; 5.33; 8.1; Sl 119.45; Rm 8.13; 1 Jo 1.17).
(6) A lei expressava a natureza e o caráter de Deus, isto é, seu amor, bondade, justiça e repúdio ao mal. Os fiéis israelitas deviam guardar a lei moral de Deus, pois foram criados à sua imagem (Lv 19.2).
(7) A salvação no AT jamais teve por base a perfeição mediante a guarda de todos os mandamentos. Inerente ao relacionamento entre Deus e Israel, estava o sistema de sacrifícios, mediante os quais, o transgressor da lei obtinha o perdão, quanto buscava a misericórdia de Deus, com sinceridade, arrependimento e fé, conforme a provisão divina expiatória mediante o sangue.
(8) A lei e o concerto do AT não eram perfeitos, nem permanentes. A lei funcionava como um tutor temporário para o povo de Deus até que Cristo viesse (Gl 3.22-26). O antigo concerto agora foi substituído pelo novo concerto, no qual Deus revelou plenamente o seu plano de salvação mediante Jesus Cristo (Rm 3.24-26).
(9) A lei foi dada por Deus acrescentada à promessa “por causa das transgressões (Gl 3.19). Tinha o propósito de:
(a) prescrever a conduta de Israel;
(b) definir o que era pecado;
(c) revelar aos israelitas a sua tendência inerente de transgredir a vontade de Deus e de praticar o mal; e
(d) despertar neles o sentimento da necessidade da misericórdia, graça e redenção divinas (Rm 3.20; 5.20; 8.2).
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

29 de agosto de 2012

A Providência Divina

Gn 45.5 “… não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.”

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Depois de o Senhor criar os céus e a terra (Gn 1.1 - clique aqui para ver o estudo sobre a Criação), Ele não deixou o mundo à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele continua interessado na vida dos seus, cuidando da sua criação. Deus não é como um hábil relojeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e deixa acabar essa corda lentamente até o fim. pelo contrário, Ele é o Pai amoroso que cuida daquilo que criou. O constante cuidado de Deus por seu povo é chamado, na linguagem doutrinal, a providência divina.

ASPECTOS DA PROVIDÊNCIA DIVINA

Ha pelo menos, três aspectos da providência divina:

1. Preservação
Deus, pelo seu poder, preserva o mundo que Ele criou. A confissão de Davi fica clara: “A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais” (Sl 36.6). O poder preservador de Deus manifesta-se através do seu filho Jesus Cristo, conforme Paulo declara em Cl 1.17: Cristo “é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Pelo poder de Cristo, até mesmo as minúsculas partículas da vida mantêm-se coesas.

2. Provisão
Deus não somente preserva o mundo que Ele criou, como também provê as necessidades das suas criaturas. Quando Deus criou o mundo , criou também as estações (Gn 1.14) e proveu alimento aos seres humanos e aos animais (Gn 1.29,30). Depois de o Dilúvio destruir a terra, Deus renovou a promessa da provisão, com estas palavras: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, frio e calor, e verão e inverno. e dia e noite não cessarão” (8.22). Vários dos salmos dão testemunho da bondade de Deus em suprir o necessário a todas as suas criaturas (Sl 104; 145). O mesmo Deus revelou a Jó o seu poder de criar e de sustentar (Jó 38 – 41), e Jesus asseverou em termos bem claros que Deus cuida das aves do céu e dos lírios do campo (Mt 6.26-30; 10.29). Seu cuidado abrange, não somente as necessidades físicas da humanidade, como também as espirituais (Jo 3.16-17). A Bíblia revela que Deus manifesta amor e cuidado especiais pelo seu próprio povo, tendo cada um dos seus em alta estima (Sl 91). Paulo escreve de modo inequívoco aos crente de Filipos: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória por Cristo Jesus” (Fp 4.19). De conformidade com o apóstolo João, Deus quer que seu povo tenha saúde, e que tudo lhe vá bem (3 Jo).

3. Governo
Deus, além de preservar sua criação e prover-lhe o necessário, também governa o mundo. Deus, como Soberano que é, dirige, os eventos da história, que acontecem segundo sua vontade permissiva e seu cuidado. Em certas ocasiões, Ele intervém diretamente segundo o seu propósito redentor. Mesmo assim, até Deus consumar a história, Ele tem limitado seu poder e governo supremo neste mundo. As Escrituras declaram que Satanás é “o deus deste século” [mundo] (2 Co 4.4) e exerce acentuado controle sobre a presente era maligna (1 Jo 5.19; Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Noutras palavras, o mundo, hoje, não está submisso ao poder regente de Deus, mas em rebelião contra Ele e escravizado por Satanás. Note porém, que essa autolimitação da parte de Deus é apenas temporária; na ocasião que Ele já determinou na sua sabedoria, Ele aniquilará Satanás e todas as hostes do mal (Ap 19 – 20).

A PROVIDÊNCIA DIVINA E O SOFRIMENTO HUMANO

A revelação bíblica demonstra que a providência de Deus não é uma doutrina abstrata, mas que diz respeito à vida diária num mundo mau e decaído.

1. Toda pessoa experimenta o sofrimento em certas ocasiões da vida e daí surge a inevitável pergunta “Por quê?” (Jó 7.14-21; Sl 10.1; 22.1; 74.11,12; Jr 14.8,9,19). Essas experiências alvitram o problema do mal e do seu lugar nos assuntos de Deus.

2. Deus permite que os seres humanos experimentem as consequências do pecado que penetrou no mundo através da queda de Adão e Eva, José, por exemplo, sofreu muito por causa da inveja e da crueldade dos seus irmãos. FOi vendido como escravo pelos seus irmãos e continuou como escravo de Potifar, no Egito (37;39). Vivia no Egito uma vida temente a Deus, quando foi injustamente acusado de imoralidade, lançado no cárcere (39) e mantido ali por mais de dois anos (40.1 – 41.14). Deus pode permitir o sofrimento em decorrência das más ações do próximo, embora Ele possa soberanamente controlar tais ações, de tal maneira que seja cumprida a sua vontade. Segundo o testemunho de José, Deus estava agindo através dos delitos dos seus irmãos, para a preservação da vida (45.5; 50.20).

3. Não somente sofremos as consequências dos pecados dos outros, como também sofremos as consequências dos nossos próprios atos pecaminosos. Por exemplo: o pecado da imoralidade e do adultério, frequentemente resulta no fracasso do casamento e da família do culpado. O pecado da ira desenfreada contra outra pessoa pode levar à agressão física, com ferimentos graves ou até mesmo o homicídio de uma das partes envolvidas, ou de ambas. O pecado da cobiça pode levar ao fruto ou desfalque e daí a prisão e cumprimento de pena.

4. O sofrimento também ocorre no mundo porque Satanás, o deus deste mundo, tem permissão para executar a sua obra de cegar mentes dos incrédulos e de controlar vidas (2 Co 4.4; Ef 2.1-3). O NT está repleto de exemplos de pessoas que passaram por sofrimento por causa dos demônios que as atormentavam com aflição mental (Mc 5.1-14) ou com enfermidades físicas (Mt 9.32,33; 12.22; Mc 9.14-22; Lc 13.11,16).

Dizer que Deus permite o sofrimento não significa que Deus origina o mal que ocorre neste mundo, nem que Ele pessoalmente determina todos os infortúnios da vida, Deus nunca é o instigador do mal ou da impiedade (Tg 1.13). Todavia, Ele, às vezes, o permite, o dirige e o impera soberanamente sobre o mal a fim de cumprir a sua vontade, levar a efeito seu propósito redentor e fazer com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que lhe são fiéis (Mt 2.13; Rm 8.28).

O RELACIONAMENTO DO CRENTE COM A PROVIDÊNCIA DIVINA

O crente para usufruir os cuidados providenciais de Deus em sua vida, tem responsabilidades a cumprir, conforme a Bíblia revela

1. Ele deve obedecer a Deus e à sua vontade revelada. No caso de José, por exemplo, fica claro que por ele honrar a Deus, mediante sua vida de obediência, Deus o honrou ao estar com ele (Gn 39.2,3,21,23). Semelhantemente, para o próprio Jesus desfrutar do cuidado divino protetor ante as intenções assassinas do rei Herodes, seus pais terrenos tiveram de obedecer a Deus e fugir para o Egito (Mt 2.13). Aqueles que temem a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que Deus endireitará as suas veredas (Pv 3.5-7).

2. Na sua providência, Deus dirige os assuntos da igreja e de cada um de nós como seus servos. O crente deve estar em constante harmonia com a vontade de Deus para a sua vida, servindo-o e ajudando outras pessoas em nome dEle (At 18.9,10; 23.11;26.15-18;27.22-24).

3. Devemos amar a Deus e submeter-nos a Ele pela fé em Cristo, se quisermos que Ele opere para o nosso bem em todas as coisas (Rm 8.28).

Para termos sobre nós o cuidado de Deus quando em aflição, devemos clamar a Ele em oração e fé perseverante. Pela oração e confiança em Deus, experimentamos a sua paz (Fp 4.6,7), recebemos a sua força (Ef 3.16; Fp 4.13), a misericórdia, a graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4.16; Fp 4.6). Tal oração de fé, pode ser em nosso próprio favor ou em favor do próximo (Rm 15.30-32; Cl 4.3).

Estudo: Bíblia de Estudo Pentecostal

20 de agosto de 2012

O Antigo Testamento

Antigo Testamento 

TEXTO E FORMA

Antigo Testamento é o nome dado, desde os primórdios do Cristianismo, às escrituras sagradas do povo de Israel, formadas por um conjunto de livros muito diferentes uns dos outros em caráter e gênero literário e pertencentes a diversas épocas e autores.
O Antigo Testamento ocupa, sem dúvida, um lugar preeminente no quadro geral da importante literatura surgida no Antigo Oriente Médio. No decorrer da sua longa história, egípcios, sumérios, assírios, babilônicos, fenícios, hititas, persas e outros povos da região produziram um importante tesouro de obras literárias; porém nenhuma delas se compara ao Antigo Testamento quanto à riqueza dos temas e beleza de expressão e, muito menos, quanto ao valor religioso.

Os gêneros literários do Antigo Testamento

Em termos gerais, todos os escritos do Antigo Testamento podem ser incluídos em um ou outro dos dois grandes gêneros literários que são a prosa e a poesia; em tudo, uma segunda aproximação permite apreciar a grande diversidade de classes e estilos que, muitas vezes misturados entre si, configuram ambos os gêneros.
Quanto à prosa, é o gênero no qual estão escritos textos como os seguintes:

(a) relatos históricos, presentes sobretudo nos livros de caráter narrativo e que, a partir de Abraão (Gn 11:27 – 25:11), referem-se ou diretamente ao povo de Israel e aos seus personagens mais significativos ou indiretamente aos povos e nações cuja história está relacionada muito de perto com Israel;
(b) o relato de Gn 1 – 3 sobre as origens do mundo e da humanidade, o qual, do ponto de vista literário, merece referência à parte;

(c) passagens especiais (por exemplo, a história dos patriarcas), narrações épicas (por exemplo, o êxodo do Egito e a conquista de Canaã), quadros familiares (por exemplo, o livro de Rute), profecias (em partes), visões, crônicas oficiais, diálogos, discursos, instruções, exortações e genealogias;

(d) textos legais e normais de conduta e regulamentação da prática religiosa coletiva e pessoal.

Quanto à poesia, o Antigo Testamento oferece vários modelos literários, que podem ser resumidos em:

(a) cúlticos (por exemplo, Salmos e Lamentações);

(b) proféticos (uma parte muito importante dos textos dos profetas de Israel);

(c) sapienciais, os quais recolhem reflexões e ensinamentos relativos à vida diária (Provérbios e Eclesiastes) ou que giram em torno de algum problema de caráter teológico (Jó).

 

Autores e Tradição

De acordo com a sua origem, os livros do Antigo Testamento podem ser classificados em dois grandes grupos. O primeiro é formado pelos escritos que deixam transparecer a atividade criadora do autor e parecem ser marcados pelo selo da sua personalidade. Tal é o caso de boa parte dos textos proféticos, cuja mensagem inicial, foi às vezes, ampliada, chegando posteriormente, ao seu pleno desenvolvimento em âmbitos onde a inspiração do profeta original se deixava sentir com intensidade.
No segundo grupo são incluídos os livros nos quais, não tendo permanecido marcas próprias do autor, foram as tradições que se encarregaram de transmitir a mensagem preservada pelo povo, proclamando-a e aplicando-a às circunstâncias próprias de cada tempo novo. A esse grupo pertence uma boa parte da narrativa histórica e da literatura cúltica e sapiencial.

 

Transmissão do Texto

A passagem de transmissão oral para a escrita chega ao Antigo Testamento num tempo em que o papiro e o pergaminho já estavam em uso como materiais de escrita. Deles se faziam longas tiras que, convenientemente unidas, formavam os chamados “rolos”, uma espécie de cilindros de peso e volume às vezes consideráveis. Assim, chegaram até nós os textos do Antigo Testamento (cf. Jr 36), ainda que não nos seus manuscritos hebraicos originais, porque com o tempo todos desapareceram, mas graças à grande quantidade de cópias feitas ao longo de muitos séculos. Dentre elas, as mais antigas que temos pertencem ao séc. I a. C. Foram descobertas em lugares como Qumran, a oeste do mar Morto, algumas em muito bom estado de conservação e outras, muito deterioradas e reduzidas a fragmentos.

Das cópias que contém o texto integral da Bíblia Hebraica, a mais antiga é o Códice de Alepo, que data do séc. X d.C. e é o reflexo da tradição tiberiense.
O sistema alfabético utilizado nos primitivos manuscritos hebraicos carecia de vogais: na sua época e de acordo com um uso comum de diversas línguas semíticas, somente as consoantes tinham representação gráfica. Essa peculiaridade era, obviamente, uma fonte de sérios problemas de leitura e interpretação dos escritos bíblicos, cuja unificação realizaram os especialistas judeus do final do séc. I d.C.
O trabalho daqueles sábios foi favorecido na última parte do séc. V a.C. pelo desenvolvimento, sobretudo em Tiberíades e Babilônia, de um sistema de leitura que culminou entre os séculos VIII e XI d.C. com a composição do texto chamado “massorético”. Nele, fruto do intenso trabalho realizado pelos “massoretas” (ou “transmissores da tradição”), ficou definitivamente fixada a leitura da Bíblia Hebraica através de um complicado conjunto de sinais vocálicos e entonação.
Apesar do excelente cuidado que os copistas tiveram para fazer e conservar as cópias do texto bíblico, nem sempre puderam evitar que aqui e ali fossem introduzidas pequenas variantes na escrita. Por isso, a fim de descobrir e avaliar tais variantes, o estudo dos antigos manuscritos implica uma minuciosa tarefa de comparação de textos, não somente entre umas e outras cópias hebraicas, mas também em antigas traduções para outras línguas: o texto samaritano do Pentateuco (escrita samaritana); as versões gregas, especialmente a LXX (feita em Alexandria entre os séculos III e II a.C. e utilizada frequentemente pelos escritores do Novo Testamento); as aramaicas (os targumim, versões parafrásticas); as latinas, em especial a Vulgata; as siríacas, as coptas ou a armênia. Os resultados desse trabalho de fixação do texto se encontram sintetizados nas edições críticas da Bíblia Hebraica.

 

GEOGRAFIA E RELIGIÃO

 

A Palestina do Antigo Testamento

A região onde se desenrolam os acontecimentos mais importantes registrados no Antigo Testamento está situada na zona imediatamente a leste da bacia do Mediterrâneo. O nome mais antigo dela registrado na Bíblia é “terra de Canaã” (Gn 11.31), substituído posteriormente, entre os israelitas, por “terra de Israel” (1 Sm 13.19; Ez 11.17; Mt 2.20). Os gregos e romanos preferiram chamá-la de “Palestina”, termo derivado do apelativo “filisteu”, pelo qual era conhecido o povo que habitava a costa do Mediterrâneo. No tempo em que o Império Romano dominou o país, pelo menos uma região deste recebeu o nome de “Judéia”.
Durante a maior parte do período monárquico (931-586 a.C), a terra de Israel esteve dividida em duas: ao sul,o reino de Judá, sendo Jerusalém sua capital; e ao norte, reino de Israel, tendo a cidade de Samaria como capital. As grandes diferenças políticas que separavam ambos os reinos aumentaram ainda mais quando, em 721 a.C., o reino do Norte foi conquistado pelo exército assírio.
O território palestino é formado por três grandes faixas paralelas que se estendem do Norte ao Sul. A ocidental, uma planície banhada pelo Mediterrâneo, estreita-se em direção ao Norte, na Galiléia, e depois fica cercada pelo monte Carmelo. Nessa planície se encontravam as antigas cidades de Gaza, Asquelom, Asdode e Jope (atualmente um subúrbio de Tel Aviv) e a Cesaréia romana, de construção mais recente.
A faixa central é formada por uma série de montanhas que, desde o Norte, como que se desprendendo da cordilheira do Líbano, descem paralelas pela costa até penetrar no Sul, no deserto de Neguebe. O vale de Jezreel  (ou de Esdrelom), entre a Galiléia e Samaria, cortava a cadeia montanhosa, cujas alturas máximas estão uma (1.208 m) na Galiléia e a outra (1.020 m), na Judéia. Nessa faixa central do país, encontra-se a cidade de Jerusalém (cerca de 800 m acima do nível do mar) e outras importantes da Judéia, Samaria e Galiléia.
A oriente da região montanhosa serpenteia o rio Jordão, o maior rio da Palestina, o qual nasce ao norte da Galiléia, no monte Hermom, e caminha em direção ao sul ao longo de 300 km, (pouco mais de 100 km, em linha reta). No seu curso, atravessa o lago Merom e depois o mar ou lago da Galiléia (ou ainda “mar Tiberíades) e corre por uma depressão que se torna cada vez mais profunda, até desembocar no mar Morto, a 392 m abaixo do nível do Mediterrâneo.
Mais além da depressão do Jordão, no seu lado oriental, o terreno torna a elevar-se. Sobretudo na região norte há cumes importantes, como, já fora da Palestina, o monte Hermom, com até 2.758 m de altura.

A Palestina é predominantemente seca, desértica em extensas regiões do Leste e Sul do país, com montanhas muito pedregosas e poucos espaços com condições favoráveis para o cultivo. Os terrenos férteis, próprios para a agricultura, encontram-se, sobretudo, na planície de Jezreel, ao norte, no vale do Jordão e nas terras baixas que, ao ocidente, acompanham a costa. As altas temperaturas predominantes se atenuam nas partes elevadas, onde as noites podem chegar a ser frias. As duas estações mais importantes são o inverno e o verão (cf. Gn 8.22; Mt 24.20,32), mas, quanto ao clima, o essencial para os trabalhos agrícolas é a regularidade na chegada das chuvas: as temporãs (entre outubro e novembro) e as serôdias (entre dezembro e janeiro). Armazena-se, então, a água em algibes (ou cisternas), para poder tê-la durante os outros meses do ano.
Para uma compreensão mais detalhada sobre a geografia do AT, veja: A Geografia do Velho Testamento

 

Valorização religiosa do Antigo Testamento

No Antigo Testamento, como em toda a Bíblia, é reconhecida sua origem, uma autêntica experiência religiosa. Deus se revelou ao povo de Israel na realidade da sua história e fez isso como o único Deus, Criador e Senhor do universo e da história, não se assemelhando a nenhuma outra experiência humana, nem identificando-se com alguma imagem feita pelos homens. Deus é o Autor da vida, o Criador da existência de todos os seres; e é um Deus salvador, que está sempre ao lado do seu povo, mas que não se deixa manipular por ele; que impõe obrigações morais e sociais, que não se deixa subornar, que protege os fracos e ama a justiça. É um Deus que se achega ao povo, especialmente no culto; um Deus, que quer que o pecador viva, porém julga com justiça e castiga a maldade.
As idéias e a linguagem do Antigo Testamento transparecem nos escritos no Novo Testamento, em cujo pano de fundo está sempre presente o Deus do Antigo Testamento, o Pai de Jesus Cristo, em quem é revelado definitivamente, o seu amor e a sua vontade salvadora para todo aquele que o recebe pela fé.
O Antigo Testamento dá especial atenção ao relacionamento de Deus com Israel, o seu povo escolhido.
Um dos mais importantes aspectos desse relacionamento é a Aliança com Israel, mediante a qual Javé se compromete a ser o Deus daquele povo que tomou como a sua possessão particular e dele exige o cumprimento religioso dos mandamentos e das leis divinas. Assim, a fé comum, as celebrações cúlticas e a observação à mensagem universal que depois, em Jesus Cristo, será proclamada pelo Novo Testamento.
Nem todos os aspectos do Antigo Testamento mantêm igual vigência para o cristão. O Antigo Testamento deve ser interpretado à luz da sua máxima instância, que é Jesus Cristo. A projeção histórica e profética do povo de Israel no Antigo Testamento é uma etapa precursora no caminho que conduz à plena revelação divina em Cristo (Hb 1.1-2). Por outro lado, o Novo Testamento é o testemunho de fé de que as promessas feitas por Deus a Israel são cumpridas com a vinda do Messias (cf., por exemplo, Mt 1.23; Lc 3.4-6; At 2.16-21; Rm 15.9-12). Por isso, certas instruções absolutamente válidas para o povo judeu deixam de ser igualmente vigentes para o novo povo de Deus, que é a Igreja (cf. At 15; Gl 3.23-29; Cl 2.16-17; Hb 7.11 – 10.18); e alguns aspectos da lei de Moisés, do culto do Antigo Testamento e da doutrina sobre o destino do ser humano, pessoal e comunitariamente considerado, devem ser interpretados à luz do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.


© Fonte: Bíblia de Estudos Almeida